Mercado e Inovação

Franquia de alimentação em 2026: o que os números da ABF dizem pra quem vai investir

Franquia de alimentação em 2026 lida com dados da ABF, ABF Rio e Abrasel: tamanho do setor, segmento que mais cresce e o que isso pede de quem vai investir.

18 de setembro de 2026 · Equipe de expansão · Grupo Rob Food

Reunião da equipe de expansão do Grupo Rob Food
Mercado e Inovação por Equipe de expansão · Grupo Rob Food

Quem está avaliando uma franquia de alimentação em 2026 costuma receber dois tipos de informação: a promessa da franqueadora e a opinião de quem já tentou. Falta o terceiro tipo, que é o dado público, com data e recorte. Este artigo junta os números que a ABF (Associação Brasileira de Franchising), a ABF Rio e a Abrasel (Associação Brasileira de Bares e Restaurantes) publicaram sobre o setor, e explica o que cada um muda para quem vai colocar capital numa cozinha.

Cada número abaixo tem fonte nomeada ao lado. O que não tem fonte, a gente não escreveu.

O tamanho do jogo, em números

O queNúmeroPeríodoFonte
Franchising brasileiro (receita)R$ 308,4 bi, alta de 10,7%últimos 12 meses até o 2º trimestre de 2026ABF
Franchising no 1º semestreR$ 149 bi, alta de 9,7%1º semestre de 2026ABF
Operações em franquia no país204.9082º trimestre de 2026ABF
Franquias de alimentaçãoR$ 79,8 bi, alta de 15,6%2025ABF
Food service em franquiaR$ 51,8 bi, alta de 10,8%, mais de 900 redes2025ABF
Alimentação fora do lar (todo o mercado)R$ 495 bi, 3,6% do PIB, 1,37 milhão de estabelecimentos2025Abrasel
Franquias no estado do RioR$ 28,5 bi, alta de 7,1%, 18.777 unidades2025ABF Rio

Três leituras saem dessa tabela.

Alimentação foi o segmento do franchising que mais cresceu em 2025. Os 15,6% da ABF para franquias de alimentação ficam acima dos 10,7% do franchising como um todo. Quem entra em food service entra no pedaço do setor que puxa a média, não no que é puxado.

O Rio é o segundo maior mercado de franquia do país. Os R$ 28,5 bi e as 18.777 unidades da ABF Rio colocam o estado atrás só de São Paulo. Isso importa para quem pensa em praça: há demanda comprovada, e há concorrência estabelecida.

O mercado total é muito maior que o mercado franqueado. Os R$ 495 bi da Abrasel para alimentação fora do lar mostram que a franquia é uma fração do que o brasileiro gasta comendo fora. O espaço para converter restaurante independente em rede, e consumidor de independente em cliente de rede, continua grande.

O ritmo mudou, e isso muda o investidor

Os dois dígitos continuam, mas com o pé um pouco mais leve. Segundo a ABF, o setor cresceu 10,1% no primeiro trimestre de 2026 e 9,3% no segundo. É crescimento forte, com desaceleração, num cenário de juros altos, crédito mais restrito e famílias endividadas.

Para quem vai investir, a consequência prática é uma: o investidor de franquia de 2026 é mais criterioso do que o de dois anos atrás. Ele compara fichas em portal, pergunta pela Circular de Oferta de Franquia (COF) antes da segunda reunião e desconfia de número redondo. A franqueadora que conversa bem com esse investidor é a que publica dado conferível e apresenta os números do formato com recorte de praça, em vez de prometer resultado.

É a régua que o Grupo Rob Food adota: o que está no site é operação real, 23 unidades em funcionamento e mais de 70 mil pedidos por mês somando as marcas, e o investimento de entrada, a partir de R$ 300 mil na cozinha individual. Os números por formato ficam para a etapa de apresentação, com a conta aberta. A página quanto custa explica como essa conversa acontece.

O que os números de food service dizem sobre o formato

Dentro da alimentação, a ABF publica alguns recortes que ajudam a escolher formato, não só categoria:

  • Delivery é regra, não opção. 90% das redes de alimentação trabalham com delivery (ABF, 2025). Uma franquia sem operação de entrega estruturada está fora do padrão do setor.
  • Loja de rua é o formato dominante. 60% dos pontos das redes de alimentação pesquisadas são de rua (ABF, 2025). O formato do grupo é esse, e é o que a gente sabe operar.
  • O multifranqueado é a norma. Em 87% das redes brasileiras existe franqueado com mais de uma unidade (ABF). Quem opera bem tende a abrir a segunda, e a franqueadora precisa ter um caminho para isso.

Esse último ponto é o que sustenta a tese do grupo. O mercado apontou o modelo multimarca como um dos motores de expansão do food service, porque reduz o investimento por ponto e acelera a entrada em praça nova. Colocar duas ou três marcas na mesma cozinha é uma forma de o franqueado crescer sem abrir outro ponto. Como isso funciona está no modelo de negócio.

Onde o dinheiro está indo no Rio

A ABF Rio aponta os municípios que concentram novos investimentos em franquia no estado: Niterói, Duque de Caxias, Nova Iguaçu, São Gonçalo e Campos dos Goytacazes. Os destinos turísticos, como Cabo Frio, Búzios e Angra, vêm atraindo especificamente marcas de alimentação, entretenimento e bem-estar.

Para 2026, a ABF projeta o setor de franquias crescendo de 8% a 10% em receita, com 1% a 3% a mais em operações e empregos, puxado pela expansão em cidades médias e pelo fortalecimento dos canais digitais.

Para o investidor, isso se traduz em duas frentes no estado: a Grande Rio em adensamento e a Região dos Lagos em expansão turística. As praças onde o grupo opera estão sobre essas duas frentes. Não é coincidência, é o critério de praça que a gente descreveu em como decidimos abrir uma unidade.

Quem é o comprador de franquia em 2026

A ABF traça o perfil de quem procura franquia: 39% são empreendedores iniciantes, 29% profissionais em transição, 16% potenciais empreendedores e 15% investidores. Ou seja, a maioria está entrando no setor pela primeira vez.

Dois efeitos disso. O primeiro é que a franqueadora precisa educar antes de vender: explicar CMV, tempo de preparo e desperdício, e não só mostrar a fachada. Foi por isso que escrevemos os números por trás de uma cozinha. O segundo é que quem já tem experiência, o profissional e o investidor, compara mais rápido e cobra mais dado. Para esse perfil, a conversa com a conta aberta é o que decide.

O que fazer com esses números

Se você está decidindo entre categorias, o dado diz que alimentação cresce acima da média do franchising, que delivery e loja de rua são o padrão e que multifranqueado é a regra. Se você está decidindo entre praças no Rio, a ABF Rio diz onde o investimento está se concentrando. Se você está decidindo entre franqueadoras, a pergunta que os números sugerem é: ela publica o que pode provar, ou promete o que não pode?

A resposta do Grupo Rob Food a essa pergunta está no processo de seleção, publicado etapa por etapa, e nas marcas do grupo, cada uma com o que o franqueado recebe. Os números de mercado ficam aqui, com fonte. Os números do seu formato ficam para a conversa.

Perguntas frequentes

Franquia de alimentação ainda vale a pena em 2026?

Os dados da ABF mostram alimentação como o segmento do franchising que mais cresceu em 2025 (15,6%), num setor que seguiu crescendo em dois dígitos no primeiro semestre de 2026. O que os números não dizem é se uma unidade específica vai dar certo: isso depende de praça, operador e ponto, e é o que a conversa de seleção avalia.

Qual o investimento mínimo para uma franquia de alimentação?

Varia muito por rede e por formato. No Grupo Rob Food, o formato de entrada é a cozinha individual, com uma marca, a partir de R$ 300 mil, valor de referência que muda por praça e por ponto. Os números por formato são apresentados na etapa de números do processo de seleção.

Por que o Rio de Janeiro é uma praça relevante para franquia de alimentação?

Porque é o segundo maior mercado de franquia do país (R$ 28,5 bi e 18.777 unidades em 2025, segundo a ABF Rio) e porque os municípios da Grande Rio e os destinos turísticos do estado estão entre os que mais concentram novos investimentos em franquia, com destaque para marcas de alimentação.

Quer ver como isso funciona com a sua cidade e o seu ponto?

O simulador mostra qual formato faz sentido pro seu capital e pra sua praça. O formulário abre a conversa com a equipe de expansão, com a conta aberta na mesa.